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José Louzeiro, o passageiro da vida. Exclusivo, o escritor e um dos mais importantes roteiristas brasileiros, fala do cinema em sua vida.

O Curta Fazer traz em entrevista exclusiva dada a Waldecir de Oliveira e Leonardo Meireles, José de Jesus Louzeiro ou simplesmente José Louzeiro que nasceu igual as pedras preciosas, que já nasce valiosa. José Louzeiro ainda menino tinha uma observação social tão forte que na escola suas redações já tinham uma forma jornalística na sua construção, tanto que aos dezesseis anos inicia o que viria a ser seu futuro, viver o jornalismo. Maranhense de São Luis, José Louzeiro ao longo de sua trajetória escreveu mais de cinqüenta livros, assinou reportagens que marcaram o cenário da sociedade carioca. Tão fortes que algumas se tornaram roteiros brilhantes para filmes. José Louzeiro reportou fatos nos jornais onde trabalhou que, foram tão incríveis, que se não tivessem existido seriam ficção pronta para qualquer romance. Foi dessa forma que Louzeiro viu essa possibilidade e algumas as transformou em livro sendo ele precursor do estilo romance-reportagem. Seu primeiro livro, Depois da Luta em 1958, deu início na literatura, transitando pelas crônicas, romances, novelas, contos, escritos infanto juvenis e biografia. Escreveu telenovelas tendo sido agraciado com prêmio por Corpo Santo exibida na TV Manchete. Mas os roteiros o levaram aos estúdios e sets de filmagem de tal forma que o tornou um dos mais experientes homens do cinema brasileiro. Seus filmes se confundem onde a história relatada é ficção ou realidade. O homem forte onde sua observação o faz superar o absurdo da verdade social, com o mesmo olhar frio necessário para uma boa reportagem, ele enfrenta há anos seu maior adversário, o diabetes, que como os autores dos crimes relatados em suas matérias, parece querer se vingar tirando-lhe aos poucos meus membros. José Louzeiro é tão forte, que escreveu e nesse livro descreveu essa doença – Diabetes, inimigo oculto – 2007, e hoje ele convive, onde seus pés, mãos, estão indo, mas sua consciência e cérebro não se deixam vencer. Realizado, compreende e vive a vida perto de completar seus 84 anos em 19 de dezembro. Se um dos seus filmes, Lucio Flávio foi intitulado por ele como o passageiro da agonia, Louzeiro ainda se emociona em ver que uma das suas personagens reais, Pixote, mostra o descaso de uma sociedade com a pobreza e violência, além de outras tantas histórias reais estampadas nas páginas dos jornais, matéria para televisão e roteiro para o cinema, o fizeram ter uma observação diferenciada, próprio dos que nasceram tal como as pedras preciosas, José de Jesus Louzeiro ou simplesmente José Louzeiro, o passageiro da vida.


Escrito por: Leonardo Meireles

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